Pesquisa revela impactos da COVID na Indústria Eletroeletrônica

 

No dia 13 de abril de 2020, a ABINEE - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, divulgou o resultado da quinta pesquisa/sondagem com mais de 60 indústrias, das diversas áreas do setor eletroeletrônico, realizada entre os dias 08 e 09 de abril, com objetivo de continuar acompanhando os impactos da pandemia do Covid-19 na atividade da indústria eletroeletrônica.

Acompanhe alguns indicadores revelados sobre a pesquisa:

  • Nesse levantamento, observou-se que 97% das entrevistadas estão sofrendo efeitos negativos decorrentes da pandemia, sendo que 54% relatou que os impactos foram intensos e 43% moderados.
  • Apenas 3% das pesquisadas não perceberam consequências desfavoráveis e nenhuma empresa respondeu ter sentido repercussões positivas.
  • Quase metade das empresas (47%) informaram que já operam com paralisação parcial ou total na fabricação local. Esse resultado foi bastante superior ao observado nas pesquisas anteriores que estava em 6% na sondagem realizada em 06 de março e havia subido para 24% no levantamento de 25 de março.
  • Das empresas que já apontam paralisação, 20% citou parada total e 80%, parcial
  • Com a chegada do coronavírus no País, as empresas estão sentindo diversas dificuldades, principalmente em função da quarentena decretada pelo Governo em algumas cidades e municípios. Com isso, as pessoas estão isoladas em suas casas, com comércio fechado, prestadores de serviços parados, com consequente redução de demanda e queda das vendas, gerando paralisação na produção.
  • Além das empresas que já estão paradas, mais 5% das empresas do setor estão com uma paralisação parcial programada com data definida.
  • Mesmo com esse cenário, 36% das empresas não programaram uma paralisação na atividade, sendo que essa decisão dependerá do tempo em que a situação voltará ao normal. E 12% não estão prevendo paralisação na fabricação no Brasil. 

AÇÕES PARA EVITAR PICOS DE CONTAMINAÇÃO NO BRASIL

De acordo com a ABINEE, as indústrias eletroeletrônicas no Brasil estão adotando ações para evitar picos de contaminação.

Conforme a última pesquisa, na área administrativa 27% das entrevistadas estabeleceram trabalho remoto (home office) total e 67% home office parcial. As demais (6%) não aderiram ao trabalho remoto.

Para os trabalhadores ligados diretamente à produção, as empresas do setor estão utilizando medidas para diminuir o fluxo de pessoas visando a amenizar o risco de contágio, tais como:

✓ Antecipação de férias, citado por 58% das pesquisadas;

✓ Rodízio de funcionários (42%);

✓ Férias coletivas (31%);

✓ Jornada reduzida (17%);

✓ Outros (23%), tais como: banco de horas; acompanhamentos de testes em fábrica realizados por vídeos; entre outros.

Ainda referente a essa questão, 15% das entrevistadas não reduziram o fluxo trabalhadores ligados ao processo de produção, utilizando-se de outras precauções, como: higiene adequada; maior espaçamento entre as pessoas; abertura de portas e janelas; medidas educativas; entre outras. 

No geral, as empresas do setor estão adotando diversas ações para amenizar a propagação do contágio do coronavírus: 

  • Utilização de álcool gel, citada por 93% das entrevistadas;
  • Home office (90%);
  • Recomendações de higiene (como lavar as mãos frequentemente) (90%);
  • Cancelamento de eventos e reuniões presenciais (90%);
  • Reforço na limpeza em todas as áreas da empresa (89%);
  • Cancelamento de visitas a clientes (87%);
  • Cancelamento de viagens nacionais e internacionais (84%);
  • Mudanças no layout das fábricas para aumentar a distância dos funcionários (69%);
  • Criação de campanhas de conscientização e informações diárias (69%);
  • Medição de temperatura nas pessoas no acesso à empresa (59%);
  • Utilização de máscaras (59%);
  • Utilização de máscaras e luvas para os vigilantes no recebimento e entrega de documentos (49%);
  • Proibição da entrada de pessoas de fora da empresa (46%);
  • Desativação de bebedouros de produção para evitar contaminação (33%);
  • Suspensão do uso de ar condicionado (23%);
  • Reforço nos ambulatórios (23%);
  • Redução na ocupação de elevadores (20%);
  • Reembolso de transportes alternativos (Uber) (16%);
  • Outros (8%), tais como: manutenção de funcionários com doenças pré-existentes e com mais de 60 anos de férias; aluguel de veículos para transporte de funcionários utilizando máscaras; quarentena para pessoas que tiveram contato primário ou secundário com pessoas positivas de Covid-19; adequação de distanciamento nos restaurantes, etc.

Esses indicadores também estão disponíveis no site www.abinee.org.br na área Economia e Estatísticas.

Fonte: www.abinee.org.br

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